Descripción
O início do percurso é marcado pelo encontro com um marco da história
milenar deste território: a Antas das Pias. De volta ao trilho, o
caminho revela-nos o rio ao fundo. Virando à direita seguimos em
direcção à ruína da antiga casa do moleiro do “Moinho do Escalda”,
também, conhecido por estas bandas pelo “Pulo da Zorra”. À esquerda
deixamos a estrada que conduz à foz da ribeira de Terges e Cobres. A
caminho do Pulo do Lobo, o percurso torna-se difícil e por entre a
vegetação densa de estevas, sargaços, e trovisco, surge no entremeio das
escarpas rochosas o moinho escondido e esquecido, testemunho de tempos
em que o rio tinha outra “serventia”. A natureza selvagem impera e não é
de estranhar avistar por aqui o voo de uma cegonha-preta ou de uma
águia –imperial-ibérica. O caminho segue agora junto ao rio, à direita
desenvolve-se uma vegetação luxuriante, ainda pristina, são os
remanescentes do bosque de azinheira, com salsaparrilha, folhado,
espinheiro-preto, murta e gilbardeira. À medida que o Pulo do Lobo se
aproxima o terreno torna-se mais acidentado e o desafio da caminhada
fica maior. À chegada, a tranquilidade e magnitude daquele lugar único,
são um convite claro ao silêncio e à contemplação. A força do rio
durante as últimas cheias tem arrancado pedaços de rocha no acesso à
cascata por isso todo o cuidado é pouco. Depois de um descanso merecido
resta retomar o percurso, agora pelo caminho de terra batida de volta à
estrada pavimentada. A meio da subida, à esquerda, encontra-se um bosque
de freixos, zona agradável para descansar e para observar mais um pouco
da fauna local ou simplesmente ouvir o coachar das rãs.